DEPARTAMENTO FINANCEIROCONSULTORIA FINANCEIRA ONLINE

Como sair do cheque especial e renegociar as dívidas da empresa

Dívidas · Renegociação · · 7 min de leitura
Ilustração de moeda presa por corrente
Ilustração: Departamento Financeiro

O cheque especial é fácil de entrar e caro de ficar: está disponível na hora, sem pedir nada, e costuma ser uma das linhas de crédito mais caras do banco. Quando vira hábito, os juros passam a consumir a margem da empresa todo mês.

Baixar a planilha: Mapa de dívidas (Excel) ↓

Passo 1: faça o mapa de todas as dívidas

Liste cada dívida com credor, saldo devedor, taxa de juros ao mês, valor e número de parcelas. Inclua cheque especial, cartão, empréstimos, antecipações, parcelamentos de impostos e atrasos com fornecedores. Na dúvida sobre a taxa, peça ao banco o Custo Efetivo Total (CET), que inclui tarifas e encargos.

Passo 2: ordene pela taxa, não pelo valor

A prioridade é a dívida mais cara, não a maior. R$ 10 mil no cheque especial podem custar mais por mês do que R$ 50 mil num empréstimo de capital de giro. A planilha calcula o juro mensal de cada uma e já mostra a ordem.

Passo 3: troque dívida cara por dívida mais barata

Peça ao banco uma proposta para quitar o cheque especial com uma linha de prazo e taxa menores, como capital de giro ou linhas com garantia pública quando disponíveis. Compare sempre pelo CET e pela parcela que o caixa aguenta, e não troque se a parcela nova não couber no fluxo de caixa.

Passo 4: negocie com quem você deve

  • Fornecedores: proponha um cronograma realista antes de atrasar. Fornecedor avisado costuma negociar; fornecedor surpreendido corta o prazo.
  • Bancos: leve o seu mapa de dívidas e o fluxo de caixa projetado. Mostrar que você sabe quanto pode pagar ajuda na negociação.
  • Impostos em atraso: converse com o contador sobre os parcelamentos disponíveis para a sua situação.

Passo 5: feche a torneira

Sair do cheque especial e voltar no mês seguinte não resolve. Descubra por que o caixa fica negativo: margem baixa, prazo de recebimento longo, retiradas acima do possível ou despesas fixas altas demais. As respostas estão no fluxo de caixa e no cálculo do capital de giro.

O que evitar

  • Pegar um empréstimo novo para pagar só os juros do antigo.
  • Usar o cartão pessoal para cobrir a conta da empresa.
  • Negociar uma parcela que não cabe no caixa só para "limpar o nome" agora.

Perguntas frequentes

Qual dívida devo pagar primeiro?
A de maior taxa de juros, considerando o Custo Efetivo Total. Normalmente cheque especial e rotativo do cartão vêm antes de empréstimos de capital de giro.
Vale a pena trocar o cheque especial por um empréstimo?
Costuma valer quando o empréstimo tem custo efetivo total menor e a parcela cabe no fluxo de caixa. Compare sempre o CET e o valor total pago, não só a parcela.
O que é CET?
Custo Efetivo Total: o custo completo de um crédito, somando juros, tarifas, impostos e outros encargos. É o número certo para comparar propostas.
Como evitar voltar para o cheque especial?
Descubra a causa do caixa negativo (margem, prazos, retiradas ou despesas fixas), projete o fluxo de caixa semana a semana e monte uma reserva de emergência.

Seu caixa aguenta o que vem pela frente?

Faça o diagnóstico gratuito do Departamento Financeiro: são 9 perguntas, menos de 2 minutos, e você descobre por onde começar.

Fazer o diagnóstico gratuito →

Leia também